domingo, 28 de junho de 2009

Road to nowhere, the final …

Game 11(!!!) – sábado 27 de Junho 21:00, Maia

Para surpresa geral, no final do dia da passada sexta dia 26 de Junho, a equipa foi desafiada pela organização do torneio para disputar o jogo que define o terceiro lugar do campeonato.

Com pouco mais de 24 horas foi possível reunir novamente a equipa que já estava de férias e consequentemente sem ritmo competitivo, mas são nestas alturas que se revelam os verdadeiros campeões…

Este convite veio comprovar definitivamente e indiscutivelmente o valor e a qualidade desta equipa que naturalmente em muito transcende a simplista, injusta e fria análise dos resultados…

Quanto ao jogo este pode-se dividir em duas partes completamente distintas.

Com pouco ritmo e um novo guarda-redes, muito nervoso e pouco entrosado, o início do jogo foi desastroso e rapidamente ficamos em desvantagem por 0-4…

Mas depois aos poucos começamos a entrar verdadeiramente no jogo e aí fizemos dos melhores jogos do campeonato com uma organização muito razoável na defesa e um contra-ataque demolidor no qual apenas(!?) pecamos pela falta de concretização…

No final derrota por 1-6, que não permitiu alcançar o terceiro lugar…

Como era de esperar ganhamos também a taça do fair-play, esta sim muito diz acerca da qualidade da equipa...

E continuando com a mesma filosofia, aqui fica a música final do torneio num registo que ilustra a nossa caminhada ao longo do torneio:
muito longa, difícil e solitária mas sem nunca perder a fé ou esperança...

sábado, 27 de junho de 2009

Et Pluribus Unum

Em breve serão as eleições no grande Benfica, permitam que escreva sobre este assunto de grande importãncia estratégica politica, económica, cultural e desportiva...

O Benfica é um clube do Povo e foi uma vítima do Estado Novo (EN)

O EN era caracterizado pelo conservadorismo, pelo espirito acrítico, pelo analfabetismo, pelo negativismo, pelo cinzentismo e pelo sebastianismo de um passado histórico longínquo. O sucesso alcançado por aqueles homens , sobretudo no futebol (único fenómeno de massas), aconteceu muito antes do EN se virar para o futebol. Benfica havia vencido a Taça Latina, percursora da Taça Clubes Campeões Europeus. Estes sucessos enervaram o EN e o fizeram desconfiar! E muito!

Aquela equipa fez acreditar o povo português que era possivel vencer, era possivel a afirmação e que tinhamos valor. O Benfica traduziu um novo olhar para o futuro de sucesso. As coisas são o que são, as organizações e os clubes são o que são as pessoas! O EN olhou desconfiado para o Benfica quando o 1º hino oficial era o "AVANTE BENFICA!", foi proibido e substituido pelo "SER BENFIQUISTA". Ílidio Pinho, dirigente do Benfica foi preso politico no campo do TARRAFAL.

Num país de partido único, onde raramente haviam eleiçõese quando haviam as freiras votavam 3 vezes! Temos um clube, que primava pela liberdade de expressão (ausente no país), onde haviam eleições, pessoas podiam votar e acreditar que este gesto um dia se iria repetir para o país.

O estádio do Benfica foi construído pelo trabalho e entreajuda dos sócios de todo o país e não só, lembro que só terminou na década de 80 (3º anel). Se fosse um clube do regime o estádio não teria ficado construído muito antes?

Os sucessos do clube faziam que outros clubes falassem de nós, fez com que as democracias do norte da europa tivessem curiosidade de saber de onde vinham e quem eram aqueles rapazes... Os jornalistas europeus vinham cá, faziam questões, viam o status quo do país, lá se ia a politica do orgolhosamente sós, eles viam a realidade do país.

O EN sobre a capa de Património Nacional, aprisionou os jogadores do Benfica, não os deixando ir para outros campeonatos mais competitivos. Ao impedir que Eusébio fosse para o Inter e os outros para Espanha, França ou Inglaterra, o Benfica deixou de encaixar milhões nos seus cofres, dinheiro que podia ser usado na melhoria das infra-estruturas, e na equipa tornando-a mais forte. A desconfiança do EN vitimou o Bennfica!

A ideia de Património Nacional é falsa. A verdadeira razão é que o Benfica era um clube de portugueses, de angolanos, de moçambicanos e mais povos...Esta ideia universal de igualdade entre povos e às vezes a primazia dos oriundos das colónias sobre a metrópole, em plena guerra colonial, assustava o EN. Lá fora os jornnalistas podiam perguntar à vontade ao Eusébio como sua alma se sente ao saber que na sua terra Natal decorria uma guerra? A PIDE não podia fazer censura, não podia vigiar! Aqueles poovos olham para o Benfica como símbolo da sua liberdade, da sua emancipação, pois se os jogadores das suas terras são os homens de referência do clube da potência dominante, reforçando a sua identidade, acreditando que são capazes de seguir seu próprio caminho, já que o caminho dos outros era trilhado pelas suas gentes.

Podia aqui falar que por exemplo uma das principais bases de recrutamento de jogadores do Benfica era o Montijo, Setúbal e Barreiro. Qual a política destas áreas?

Demonstrei que o Benfica é grande por mérito próprio das suas gentes! Foi vítima do EN, eles bem tentaram dominar o clube, mas esqueceram que estes são movidos pela PAIXÃO, podiam censurar as palavras e os gestos mas JAMAIS OS NOSSOS CORAÇÕES!! VIVA O BENFICA!!!

Andreij Zigmantovich

terça-feira, 23 de junho de 2009

A Fábula do Executivo

Esta é a fábula de um alto executivo que, "stressado", foi um dia ao psiquiatra.

Relatou ao médico o seu caso. O psiquiatra, experiente, logo diagnosticou:

- O Sr. precisa de se afastar, por duas semanas, da sua actividade profissional. O conveniente é que vá para o interior, isole-se do dia-a-dia e busque algumas actividades que o relaxem.

Então, o nosso executivo procurou seguir as orientações recebidas. Munido de vários livros, CDs e "laptop", mas sem o telemóvel, partiu para a quinta de um amigo.

Passados os dois primeiros dias, o nosso executivo já havia lido dois livros e ouvido quase todos os CDs.

Porém, continuava inquieto. Pensou, então, que alguma actividade física seria um bom antídoto para a ansiedade que ainda o dominava.

Procurou o capataz da quinta e pediu-lhe trabalho para fazer.

O capataz ficou pensativo e, vendo um monte de esterco que havia acabado de chegar, disse ao nosso executivo:

- O Senhor Doutor pode ir espalhando aquele esterco em toda aquela área que será preparada para o cultivo.

Pensou o capataz para consigo próprio: "Ele deverá demorar uma semana com esta tarefa".

Puro engano ! No dia seguinte já o nosso executivo tinha distribuído todo o esterco por toda a área.

O capataz deu-lhe então a seguinte tarefa: abater 500 galinhas com uma faca.

Tarefa que se revelou muito fácil para o executivo ansioso: em menos de 3 horas já estavam todos os galináceos prontos para serem depenados!

Pediu logo nova tarefa.

O capataz disse-lhe então:

- Estamos a iniciar a colheita de laranjas. O Senhor Doutor vá, por favor, ao laranjal e leve consigo três cestos para distribuir as laranjas por tamanhos: pequenas, médias e grandes.

Passou o dia e o executivo não regressou com a tarefa cumprida.

Preocupado, o capataz dirigiu-se ao laranjal.

Viu o nosso executivo, com uma laranja na mão, os cestos totalmente vazios, e a falar sozinho:

- Esta é grande. Não, é média. Ou será pequena???

- Esta é pequena. Não, é grande. Ou será média???

- Esta é média. Não, é pequena. Ou será grande???


Moral da história:

Espalhar merda e cortar cabeças é fácil. O difícil é tomar decisões

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Road to nowhere, stairway to heaven...

Game 10 – quarta 17 de Junho 22:00, Olival

Último capítulo de uma época brilhante…

Uma longa escala, cheia de obstáculos e dificuldades mas que permitiu à equipa demonstrar toda o seu espírito de sacrifício, vontade, capacidade de sofrimento e classe,… muita classe,… mesmo muita classe…

Para celebrar a despedida, como não poderia deixar de ser, mais uma espectacular e arrasadora vitória, por sinal a mais expressiva do torneio…

No final ficamos apenas à distância de 8 degraus do Olimpo…



p.s.1 - Parabéns a todos os jogadores e ao mister...
p.s.2 - Provavelmente também conseguiremos o troféu do fairplay...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Road to nowhere, Chariots of fire…

Game 09 - Segunda, 8 de Junho 20:00, Olival

A honra não é de quem a recebe, mas de quem a merece...

A coragem é a força de resistir e de sofrer…



A justiça tarda mas não falta...

post scriptum – vitória por 4-3

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Road to glory, ode to joy…

Game 04 - Segunda, 1 de Junho 20:00, Rio Tinto profundo

Último jogo da fase de grupos já com o primeiro lugar assegurado em semana de eleições europeias.

Provavelmente antecipando o que se passará no próximo domingo muita abstenção na nossa equipa, que por pouco não atingiu os 50%....

Também a exemplo da campanha, jogo um pouco morno sem grandes casos.

A maioria dos jogadores tentando imitar os candidatos cometeram algumas gaffes em especial na 2ªparte onde todos quiseram ser protagonistas…, mas também tal como os votos todos os golos contam.

Até a claque esteve pouco mobilizada, pois com este tempo de verão já não é fácil motivar as pessoas para os comícios (muito mais para jogos)…

Ainda assim algumas jogadas interessantes como também o já demonstram alguns, poucos é verdade, candidatos sérios com ideias e que ainda procuram falar verdade…

Nas palavras de JFK:

"Don’t ask what your country can do for you. Ask instead what you can do for your country."


E no próximo domingo o que cada um pode fazer por Portugal, pela Europa e por si, para o presente mas essencialmente para o futuro, é: VOTAR!



post scriptum – vitória por 9-6