Pois é, as eleições já acabaram... há muito tempo!
Parece que o Kunami anda muito tímido!
Bem, no meio das arrumações de fim de semana encontrei uma impressão de um e-mail que recebi já faz alguns anos.
Sempre me deixou a pensar, este texto.
E que mais não seja para dar alguma vida a este blog, para virar de uma vez por todas as páginas da politica, aqui fica, para quem quiser ler, para quem se identificar, para quem quiser comentar:
Já fiz cócegas à minha irmã para que deixasse de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, já fiz um balão com pastilha que se me colou na cara toda, já falei com o espelho, já fingi ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora; já estive sob o chuveiro até fazer chichi.
Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo caminhando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, já me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.
Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.
Já subias escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, já subi a uma árvore para roubar fruta, já caí por uma escada.
Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu; já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.
Já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil pessoas sentindo a falta de uma única.
Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei na piscina e não quis sair mais, já tomei whisky até sentir meus lábios dormentes, já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei meu lugar.
Já senti medo da escuridão, já acordei no meio da noite e senti medo de me levantar, já tremi de nervos, já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial.
Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um “para sempre” pela metade.
Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; já chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.
Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração…
Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel: “Qual é a sua experiência?”
Essa pergunta faz eco no meu cérebro: “Experiência… Experiência…” Será que cultivar sorrisos é experiência?
Agora… agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário:
“-Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova???”
Enjoy it! E bom fim de semana!
sábado, 21 de novembro de 2009
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Pois é, as eleições já acabaram... à muito tempo!
ResponderEliminarQue parvalhão!!! Então não sabe que à muito tempo se escreve com H? ...Há muito tempo é que é!!!
É... há os parvalhões... e os idiotas cobardes, que vivem a dizer mal, atrás do anonimato, nem que seja de um lapso ortográfico!!!
ResponderEliminarLamentável... Para isto, mais vale abster-se de comentar!
Olá Piratinha,
ResponderEliminarSaúdo o teu artigo, pois de facto não sei o que aconteceu, os kunamies ficaram sem vontade de escrever neste Blog. Mas como membro esforçado que sou, não posso ficar aqui parado a assistir a posts e comentários sem dar uma palavrinha ou uma letrinha também.
Quanto À Questão “Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova?
A minha humilde opinião, é que a experiência existe e é fundamental à renovação. Leonardo Da Vinci disse que a “Sabedoria é filha da Experiência”. Eu concordo! A Experiência não é algo que se obtém apenas de factos ou acontecimentos repetitivos e rotineiros.
Tudo o que existe é uma sucessão de acontecimentos como se tivéssemos a olhar para um conjunto de elos de uma corrente, o elo seguinte é sempre melhor ou mais forte que o anterior porque apesar de realidades diferentes ou erros e falhas, foram entretanto corrigidos.
Portanto a expirência dá-nos o calejo necessário, o àvontade e o espírito crítico perante novas situações, algo difícil para os novatos ou os chamados Caídos de Para quedas.
Por exemplo, na economia dizia-se que a produtividade de um trabalhador é tanto maior quanto a sua experiência. (Efeito de aprendizagem) OU seja a adptação dos trabalhadores a novas máquinas e equipamentos era mais rápida nos funcionários experientes do que nos novatos.
Concluo, a experiencia mais que um acumular histórico (factos, gestos, tradições…), é sim a força motora de criação de novas realidades que a par da imaginação criam um futuro melhor!
A expirência não é um estagnado mas em constante mutação!
Bom fim-de.-semana
Andreij Zigmantovich